domingo, 26 de fevereiro de 2017

A minha cor azul

Sempre fui mais identificada com a cor azul. A minha mãe sempre me vestia de azul e, lá em casa de meus pais, até havia o quarto azul. Mesmo anos depois, e várias vezes pintado de cor diferente, a divisão da casa continuou a chamar-se "o quarto azul". Sempre que compro roupa tento fugir do azul, para ter um guarda-roupa mais colorido.
Dizem que o azul é uma cor fria. Talvez por ser a cor das águas frias do mar. Para mim, de fria não tem nada. A cor azul significa, para mim, tranquilidade, serenidade e harmonia, claridade interior, a água e o céu! 
E azul é o céu de Lisboa, com a sua magnífica luminosidade, como nenhuma outra cidade do mundo tem.
Azul é também a cor do Tejo, deslumbrante com as suas águas tranquilas, serenas, descendo até ao mar, onde se mistura com o céu, numa sintonia de afetos e harmonia, numa linha plana sem sobressaltos.
Mesmo quando as nuvens são escuras, de tons cinzento de chumbo-violeta e ferro ao rubro, o céu de Lisboa e o Tejo mantêm uma forte presença sobre mim.
 
 

O azul estimula a criatividade. Cinza e azul são os tons das peças que aqui vos deixo hoje. Uma combinação perfeita para nos protegermos do frio. Não esquecer que ainda estamos no inverno.

Ao terminar  esta mensagem e reparo em mim, noto que estou vestida de azul, literalmente, dos pés à cabeça, em contraste com o céu cinza escuro que se vislumbra, através da vidraça, em frente de mim.
 
Estas peças for produzidas no Atelier da Tertúlia do Felt com mechas de lã merino selecionadas de entre as 50 cores do catálogo da Brancal.

Até para a semana com outras cores e outras peças.
Fátima de Haan

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